O que é Psicopatia?

A VERDADE É QUE: Psicopatia tem tratamento, é comum e pouco compreendida. Estigmas podem ser superados. E nós estamos comprometidos em mudar como o mundo vê esse transtorno.

"É um tipo de anormalidade diferente de todas até agora reconhecidas como prejudiciais às competências…a primeira e mais marcante diferença é esta: o observador está diante de uma convincente máscara de sanidade."

– Hervey Cleckley

Psicopatia é um transtorno mental comum. É caracterizado por traços de personalidade que incluem reduzida empatia e pouco remorso, personalidade audaciosa e desafiadora, e dificuldade em inibir comportamentos.

Pessoas com psicopatia podem enganar, manipular, explorar, ameaçar, roubar ou machucar fisicamente os outros. Ao mesmo tempo, podem parecer amigáveis e bem ajustadas. Essa “máscara de sanidade” descrita na citação acima, pode tornar muito difícil de identificar uma pessoa psicopática.

Traços psicopáticos variam de suaves a extremos entre a população. Em outras palavras, a psicopatia é um transtorno de espectro, assim como outros transtornos de espectro mais bem conhecidos como o autismo e a ansiedade. A psicopatia severa pode causar prejuízos muito significativos e afeta aproximadamente 1% das crianças e adultos nos Estados Unidos hoje.

Por que é importante aprender sobre psicopatia?

A psicopatia é um transtorno mental comum. Pelo menos 1 em cada 100 pessoas ao redor do mundo tem sintomas de psicopatia. Esses sintomas são resultado de mudanças no cérebro que afetam o pensar, o sentir e o comportamento e podem levar a problemas severos no funcionamento da vida diária.

Por ser tão comum, quase todo mundo conhece pelo menos uma pessoa que é psicopática – mas podem não se dar conta. É um mito comum que pessoas psicopáticas são sempre violentas. Assim, uma pessoa que é encantadora mas fria, que mente muito, explora os outros, e é muito pouco confiável pode não ser reconhecida como psicopática.

Pessoas com psicopatia podem não se dar conta das causas para seu persistente comportamento antissocial. Como resultado, raramente recebem tratamentos efetivos. Suas famílias e comunidades com frequência sofrem para entender tais atitudes e para se proteger. Professores(as) e médicos(as) podem não saber que tipo de intervenções e recursos recomendar.

Pessoas com psicopatia podem não se dar conta das causas para seu persistente comportamento antissocial. Como resultado, raramente recebem tratamentos efetivos. Suas famílias e comunidades com frequência sofrem para entender tais atitudes e para se proteger. Professores(as) e médicos(as) podem não saber que tipo de intervenções e recursos recomendar.

Esses são problemas sérios. Extensa pesquisa sugere que pessoas com psicopatia apresentam padrões de disfunção cerebral opostos de pessoas que são antissociais por outras razões. Escolher o tratamento correto depende de entender as diferenças!

Ampla conscientização sobre a psicopatia pode ajudar a reduzir esses problemas.

Psicopatia é um diagnóstico?

Não.

A psicopatia é um transtorno mental comum. Mas nem todo transtorno mental é um diagnóstico. Por exemplo, vício em internet e vício em apostas são cada vez mais reconhecidos como transtornos mentais, mas nenhum dos dois é um diagnóstico.

Psicopatia é um termo clínico e científico que é essencial para entender um subgrupo de pessoas que mostram comportamento antissocial persistente. Mas até este momento uma pessoa não pode ser diagnosticada tecnicamente como “psicopata”.

Isso pode parecer surpreendente – muitas pessoas acham que psicopatia é um diagnóstico. As razões para não ser são complexas.

O motivo principal é que o termo psicopatia é evitado em manuais de diagnóstico como o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (em inglês, Diagnostic and Statistical Manual (DSM-5)), que são usados para diagnosticar esses transtornos. O DSM-5 contém diagnósticos relacionados, incluindo o Transtorno de Personalidade Antissocial (TPA), cuja intenção original era ser similar à psicopatia.

Mas por razões não relacionadas à ciência, os critérios para TPA foram alterados com o passar dos anos para reduzir a ênfase em traços de personalidade como a indiferença, narcisismo e falta de remorso, e passaram a focar-se quase completamente em comportamentos observáveis. Isso fez o diagnóstico menos útil, porque existem muitas razões diferentes para comportamento antissocial frequente, e apenas algumas estão relacionadas com psicopatia.

O diagnóstico equivalente para jovens com menos de 18 anos é o Transtorno de Conduta. Diferente dos adultos, crianças com esse transtorno também podem ser classificadas como tendo Emoções Pró-Sociais Limitadas, que se refere à indiferença, falta de cuidado e falta de remorso. Portanto, um diagnóstico de Transtorno de Conduta com Emoções Pró-Sociais Limitadas é muito parecido com psicopatia.

Por que o termo “psicopatia” não está incluído no DSM-5 e em outros manuais? Em parte porque alguns veem a psicopatia como uma etiqueta muito estigmatizante. Outros preocupam-se com o fato de que não se espera que médicos avaliem apuradamente traços como a indiferença.

No entanto, psicopatia é um termo amplamente utilizado por cientistas. E pode ser avaliado de maneira confiável utilizando-se vários instrumentos de avaliação disponíveis. Os resultados desses instrumentos podem ser usados para nortear tratamentos que melhorem os sintomas.

As pessoas com psicopatia são sempre criminosas? São sempre violentas?

Não.

A psicopatia aumenta o risco de comportamento antissocial e agressivo de uma pessoa. Muitas pessoas com psicopatia, no entanto, não são fisicamente violentas, e muitas que são fisicamente violentas não são psicopáticas.

Cada pessoa com psicopatia tem um conjunto diferente de pontos fortes e de desafios. O desempenho de crianças e adultos com psicopatia na escola, no local de trabalho e nos ambientes sociais varia de pessoa para pessoa.

Se a psicopatia resulta em violência ou outras formas de comportamento antissocial, como roubo ou fraude, isso reflete uma variedade de fatores. Estes incluem idade e gênero (mulheres e meninas psicopáticas são menos propensas ao comportamento violento do que homens e meninos). Os fatores também incluem o ambiente familiar, escolar e do entorno.

Você pode chamar uma criança de psicopata?

Não.

É importante lembrar que médicos nunca se referem a qualquer criança como “psicopata”. Isso se dá por várias razões. Primeiro, psicopatia não é um diagnóstico. Segundo, psicopatia é um transtorno de espectro com limites não muito claros. Terceiro, uma criança pode mostrar sintomas de psicopatia devido a fatores não relacionados. Por isso, crianças são descritas como tendo traços psicopáticos ou como estando em risco para psicopatia. Crianças estão com risco alto para psicopatia se possuírem diagnóstico para Transtorno de Conduta com Emoções Pró-Sociais Limitadas, que tem critérios semelhantes à psicopatia.

A psicopatia é um transtorno de desenvolvimento, o que significa que os sintomas aparecem cedo na vida e tendem a persistir. Os primeiros fatores de risco para psicopatia podem aparecer com 2 ou 3 anos, e o desenvolvimento dos sintomas é resultado de fatores genéticos e do entorno. Embora todos os adultos com psicopatia mostraram sinais do transtorno quando crianças, até a metade das crianças com risco para psicopatia podem parar de apresentar sintomas até a idade adulta.

Psicopatia tem tratamento?

Sim.

É um mito que psicopatia é intratável. Pesquisas mostram que empatia e remorsos podem ser estimulados através de tratamento familiar e comportamental. O tratamento com frequência melhora resultados ao longo da vida para pessoas com psicopatia. Você pode aprender mais aqui sobre tratamentos para psicopatia.

Psicopatia, como muitos transtornos de personalidade, pode ser difícil de tratar. Não há opções de tratamento suficientes para psicopatia porque não são conduzidas pesquisas suficientes sobre os fatores de risco, causas, e tratamentos efetivos.

Saiba como você pode apoiar pesquisas sobre psicopatia que conduzirão a melhores opções de tratamento para crianças e adultos afetados!

Can you call a nine-year-old a psychopath article thumbnail

Pode-se chamar uma criança de 9 anos de psicopata?

Médicos(as) nunca se referem a uma criança como “psicopata”. Isso porque não há limites claros para o transtorno, e porque uma criança pode apresentar sintomas de psicopatia devido a fatores não relacionados. Crianças são descritas como tendo traços psicopáticos ou como estando em risco para psicopatia.

Leia o artigo na Revista New York Times escrito por Jennifer Kahn.

O que causa psicopatia?

Diversos fatores influenciam o desenvolvimento da psicopatia. Embora a psicopatia seja claramente influenciada por fatores genéticos, não existe um “gene da psicopatia”. E apesar do fato de que intervenções dos pais podem incentivar a psicopatia, psicopatia não é causada por “má criação”.

Quais são os primeiros sinais de psicopatia?

Um dos primeiros sinais de psicopatia é uma inusual disposição destemida (embora pessoas com psicopatia secundária possam apresentar níveis altos de ansiedade). Outro sinal precoce de psicopatia é o interesse reduzido pelas recompensas do contato social, incluindo reduzido contato visual e pouco sorriso social. Alguns pais de crianças com psicopatia relatam que seus filhos aparentam frieza incomum e insensibilidade.

O que é um psicopata? E quais as diferenças para um sociopata?

Muitos de nós escutamos ambos os termos de maneira intercambiável em filmes, livros e na mídia para descrever pessoas com comportamento frequentemente agressivo ou criminoso, ou com atitude antissocial.

Esses termos significam a mesma coisa ou não? Um deles é mais aceito ou preciso do que o outro? Por que existem os dois termos?

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